In Memoriam

Agora o brilho nos meus olhos é de uma Lágrima, não mais uma Lágrima da Lua, mas uma lágrima de tristeza…

19

de
fevereiro

Noites sem luar

 

Noites sem luar

Tristes são as noites sem Luar
Quando até os sonhos adormecem
A esperança luta por manter o seu lugar
Enquanto a ausência e a saudade crescem.

Tristes são os dias sem você
Em que as horas demoram a passar
E o pensamento resgata uma lembrança
De um momento que não devia acabar.

Triste é quando você está ausente
E a angústia vem e me consome
Um anjo desenha seu rosto em minha mente
Enquanto outro sussura o seu nome.

Triste é a saudade que perdura
Quando o brilho do seu sorriso esmorece
Me deixando perdido na noite escura
Sem a luz da Lua, ternura que me aquece.

Triste são as noites sem Luar
Quando as horas demoram a passar
Quando o brilho do seu sorriso esmorece
Levando a luz que a meu peito aquece.

Mais um poema inspirado e dedicado à pessoa especial que tem  me feito ver a vida com outros olhos, iluminado pelo brilho do luar. Esse parece mais triste que o outro, mas não é triste, pelo menos não estava triste quando escrevi, apenas com o coração apertado. Falo apenas de sentimentos que invadem o coração de qualquer pessoa quando as circunstâncias nos afastam de quem nos é especial.

Publicado anteriormente em 03 de julho de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

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19

de
fevereiro

Lágrimas da lua

 

Lágrimas da lua

Ouça a chuva lá fora
São as Lágrimas da Lua
Que triste agora chora
Por ter a beleza ofuscada pela tua.

Ouça o vento na janela
É um suspiro que ela solta
Consolada por uma estrela
Que como você, brilha a sua volta.

Ouça os pingos no telhado
É um pedido de atenção
De quem há muito tem estado
Seguindo a vida sem razão.

Ouça a melodia da Aurora
São os pássaros que estão cantando
Sinal de que a Lua já foi embora
E pra você, um novo dia vem chegando.

Veja o orvalho no jardim
Foram as Lágrimas do Luar
Trazidas para perto de mim
Para que nas flores, estrelas pudessem brilhar.

Oh Lua, quem me dera ter suas Lágrimas
Sem te fazer chorar
Quem me dera seu choro fosse só de alegria
E sua alegria pudesse me abraçar.

Quem me dera ter suas Lágrimas
Sem te fazer sofrer
Pois suas Lágrimas tornaram-se um encanto
E teu encanto consegue me envolver.

Este é o poema que eu mais gostei de ter feito, pois foi feito com carinho para alguém especial, inspirado não em momentos ou sentimentos tristes como os outros, mas em momentos e sentimentos alegres proporcionados por um desses espíritos elevados que um dia cruzam nosso caminho, alguém de coração puro como o de uma criança, mas que luta como um guerreiro.
Provavelmente muitos não vão entender os versos, porque nesse caso as palávras querem dizer muito mais do que aparentam dizer, e talvez eu tivesse que ceder meu lugar para que vocês tivessem o meu ponto de vista, mas enfim, é bom saber que existe inspiração em outras fontes que não as que eu costumava beber!

Publicado anteriormente em 07 de junho de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

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16

de
fevereiro

Fim de uma fase intermediária

 

Os três ultimos poemas são de uma fase intermediária, entre o momento em que o mundo caiu e o momento em que um novo amanhecer despertou no horizonte. Entre a visão dos sonhos desfeitos em "Jardim dos Sonhos", passando por uma esperança que começa a surgir em "Acalanto" e terminando em uma certeza ainda tímida em "Entre a Tristeza e a Alegria" acompanhada pelo medo de cometer os mesmos erros, pelo medo de que o passado torne a se repetir, pelo medo que nos deixa inseguros e divididos entre a tristeza e a alegria, mesmo sabendo o caminho para a felicidade, medo que muitas vezes nos faz perder oportunidades, mas que também evitaria muita dor, se o tivessemos levado a serio, mas como saber como tudo vai terminar? Como saber se devemos ou não ignorar nossos medos? Como saber se eles tem ou não fundamento? Essa incerteza nos divide entre a tristeza e a alegria, e tomada a decisão, devemos ser cientes das consequencias, sejam boas ou ruins, infelizmente no meu caso, não foram como eu gostaria que fossem.

Com esses 3 poemas começa e termina uma fase de transição.

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16

de
fevereiro

Entre a tristeza e a alegria

 

Entre a tristeza e a alegria

  Entre a tristeza e a alegria
Apenas uma linha
Frágil como uma criança
Dois mundos opostos
Distantes a medida de seu sorriso

Entre a tristeza e a alegria
Apenas a escuridão
Onde a qualquer momento temo me perder
Vagando sem destino
Buscando o aconchego dos seus braços

  Entre a tristeza e a alegria
Apenas a saudade
Que teima invadir meu coração
Nele gravando a lembrança
De um breve momento a seu lado

  Entre a tristeza e a alegria
Apenas o medo
Que os mesmos erros sejam cometidos
O presente e o passado
Caminhando lado a lado

  Entre a tristeza e a alegria
Apenas o coração
Onde dois sentimentos tornam-se únicos
E entre a tristeza e a alegria
Indeciso eu me coloco

Dois sentimentos completamente opostos, mas que estão tão próximos que um simples fato pode levar de um extremo ao outro.
Sempre achei mais comum, a ponto de me acostumar com a idéia, pender para o lado da tristeza, não por vontade própria, mas por questões e motivos que a vida impõe, e agora, como por milagre ou sonho, eu experimento o outro lado, graças a um gesto simples que talvez para outras pessoas não tenha a grande importância que teve e tem para mim. Não sei por quanto tempo vai fazer efeito, nem se existe algum efeito colateral, só sei que é bom poder sentir isso, é bom poder curtir esse momento tão raro.

Publicado anteriormente em 19 de maio de 2005.

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16

de
fevereiro

Acalanto

 

Acalanto

 Por vezes a vida parece ir contra o coração
E o desânimo toma conta da alma
Cada minuto passado torna presente e mais próximo
O fim que é quase certo (e esperado)

  O espírito cansado, a cada momento tenta se entregar
E o corpo dividido não encontra forças para lutar
Pensamentos invadem mente e coração
Sentimentos se espalham pelo vazio do peito

  Mas ao ver que ainda há quem seja feliz
Meus olhos úmidos voltam a brilhar
Na esperança de um dia também
Eles conhecerem tamanho contentamento

Então, mais uma noite vem curar as feridas
E novamente abrandar o coração
E os raios do próximo alvorecer
Vem jogar as sombras do que ficou para traz

Um poema que foi feito em duas etapas, duas épocas diferentes, e claramente dividido. As duas primeiras estrofes ficaram esquecidas por muito tempo, e agora resolvi completar. Muito embora as coisas não tenham mudado muito de lá pra cá, um sentimento diferente tem me acompanhado nos "últimos" dias, e talvez por isso as duas últimas estrofes tenham uma característica diferente das duas primeiras.
Não sei quando nem se vou poder colocar outro poema aqui, então gostaria de agradecer a todos que leram e a quem comentou, principalmente aquelas pessoas que tem feito uma diferença enorme na minha vida, amigos que mesmo distatantes, e mesmo que não tenhamos nos conhecido pessoalmente, não vou citar nomes, mas vocês sabem quem são, tornaram-se tão importantes quanto aqueles que me viram crescer. Adoro todas vocês, um beijo no coração de cada uma!

Publicado anteriormente em   04 de maio de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

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16

de
fevereiro

Jardim de sonhos

 

Jardim de sonhos

Eu plantei as sementes
Porque sonhei com o jardim
Com as rosas, orquídeas e jasmins
E eu sonhei com você

 Eu reguei os brotos
Porque eu sonhei com a sombra fresca
Em um dia de verão
E sonhei contigo a meu lado

Eu cuidei das flores
Porque sonhei com o perfume
Sonhei em entregá-las a você
E sonhei com seu sorriso

Eu sonhei com os pássaros
E com crianças ao redor
Sonhei com a noite
E o brilho da lua em seus olhos

  Eu sonhei colher os frutos
Em uma manhã de outono
Sonhei encontrar a felicidade
No doce sabor do seu beijo

E eu desejei sonhar eternamente…
Mas o vento soprou as folhas
Os pássaros comeram as sementes
E as flores murcharam ao Sol

  E tudo não passou de um sonho
Do qual agora desperto
Sem você pra sonhar ao meu lado
Meu jardim virou deserto…

Fazia algum tempo que não escrevia nada, e fui deitar com parte dos versos na cabeça, outra parte surgiu quando acordei, então sentei e escrevi tudo, antes que me esquecesse, como geralmente acontece, e saiu isso. As vezes a gente se apega em sonhos, e deles constroí castelos, ou jardins, e as vezes não dá em nada, mas mesmo assim, apesar de tudo, é bom sonhar, enquanto houver sonho, há a chance de realizá-los!
Valeu pelo record de comentários do último post!

Publicado anteriormente em 06 de março de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

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12

de
fevereiro

Fim da primeira fase

 

Os 3 primeiros poemas foram escritos há muito tempo, e publicados depois que eu criei meu primeiro blog, que por motivos que ainda não conheço, será deletado junto com todo o conteúdo do meu disco virtual, assim que a AOL, provedor que eu utilizava, encerrar suas atividades com Banda Larga no Brasil.

Os demais poemas, são de um período em que eu estava sobre o efeito de um amor, e sofrendo as conseqüencias de não ser correspondido. Esse período se encerra com  "Esquecimento", quando todas as esperanças caíram por terra, e por fim coloco " Sentimentos" o poema que havia escrito para a pessoa a quem pertencia meu coração, com ele termina minha primeira fase poética.

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12

de
fevereiro

Sentimentos

 

Sentimentos

Nas profundezas da minha alma
Repousa um raio de luz
Reflexo de um sorriso seu
Que um dia se abriu para mim

  Iluminando o íntimo do meu ser
Com um jogo de luz e sombra
Acaba por revelar os sentimentos
Que por medo eu tentei esconder

E já não podendo guardá-los comigo
Por tornarem-se mais fortes do que eu
Com o coração aberto e esperançoso
Eu os entrego a você

  E com as mãos tremulas
Escrevo o que meus lábios custaram a falar
Meus olhos brilham, por não conterem a alegria
De dividir contigo meu mais precioso bem

E contemplando o horizonte
E os sonhos que o amor fez nascer
Da quietude de seus lábios
Aguardo um novo amanhecer…

 

Meu poema perdido, nascido do mais belo sentimento, que agora é condenado a permanecer em silêncio em meu peito, se perdeu sem contudo realizar seu propósito, sem sequer ter sido lido ou proclamado, e agora, assim como eu, vive em vão. Basicamente com o poema eu quiz dizer o quanto amava, e o quanto esse sentimento era sincero, embora eu não soubesse exatamente como demonstrar, o que gerou incertezas, que gostaria de ter tido oportunidade de esclarecer, e que esperaria o tempo que fosse, até que as idéias estivessem todas no lugar…"um novo amanhecer". Mas agora já não há mais sentido, o dia não vai nascer, não há mais raio de luz, apenas a escuridão da noite e as sombras pálidas da luz do luar em meu coração.

Publicado anteriormente em 30 de janeiro de 2005. Alguns comentários foram copiados.

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12

de
fevereiro

Esquecimento

 

Esquecimento

Em meu quarto escuro
Sobre meu leito eterno
Coberto pela mortalha do esquecimento
Agora repouso pelo fim dos tempos

 E no silêncio da minha morada
Me vejo esquecido e solitário
Abandonado como por toda a vida
Sem flores pela minha memória

  Nenhum coração bateu junto ao meu
Nenhum anjo veio consolar a minha dor
Nenhuma lágrima caiu por saudades
Nenhum pensamento me faz reviver

  E em meu quarto escuro
No mais absoluto silêncio
Apenas ouço meus pensamentos
Enquanto aguardo a sua lembrança

Esses versos estavam esritos desde a noite de Natal, mas  eu não  quis publicar, porque meus sentimentos haviam mudado, então eu os esqueci em uma gaveta qualquer. Outros versos foram compostos, e deveriam estar no lugar deste, mas como sou inconstante, mudei novamente meu espírito, e esse tornou a fazer sentido, ganhando a vez. Espero também sentir vontade, em breve, de publicar o outro. 

 

Publicado anteriormente em 23 de janeiro de 2005. Alguns comentários foram copiados.

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12

de
fevereiro

Entre nós, o silêncio

 

Entre nós, o silêncio

  Entre nós, o silêncio
Que palavras anteriores fizeram nascer
Silêncio constrangedor
Que revela muito do que realmente sou

  Em meus lábios, morre um sorriso
Vítima da esperança que se foi
Em meus olhos, desperta uma lágrima
Fruto da tristeza que meu peito abriga

  Em meu coração, guardo a lembrança
Dos momentos um dia compartilhados
E minha alma reflete a saudade
Daquilo que nunca me foi dado

Entre nós, pensamentos confusos
Tentam encontrar sua vez
Entre nós, profundo silêncio
Que sem dizer nada, tudo diz.

 

Não vou fazer comentários sobre este poema, mas gostaria de aproveitar o primeiro post do ano para agradecer algumas pessoas que se fizeram importantes na minha vida…

Ieda
: Você não sabe o quanto foi e é importante pra mim, te adoro, de verdade…

Jade: Muito obrigado mesmo por tentar de todas as formas me animar, desculpa não ter colaborado muito, mas você ajudou bastante.

Cranmarry: Foi assim que eu te conheci! Valeu pelos conselhos psicológicos.

Louise: Obrigado por sempre me ouvir e me dar forças, sua amizade tem valor incomensurável!

Mari: Você foi muito importante nesse meu período pra baixo, obrigado pela força e incentivo, e pelos conselhos e por tudo que fez por mim.

Gaby: Eu já disse o que eu penso de você, continua fazendo sorrisos se abrirem, mesmo a distância…e pensar que você foi minha primeira amiga "virtual", mas agora, como todos os outros, é amiga de verdade, te adoro.

Mônica: Seu jeito divertido de lidar com os problemas me animou um pouco, valeu mesmo…eu vou te dar um palhaço triste, só te peço um tempinho, até eu me animar a fazer!

Suellen Fernanda: Você não deve ter entendido nada, mas ajudou bastante…a além do mais, devo a você existência desse blog!

Nanda: Minha poeta preferida! Chegou do nada, mas ajudou bastante, obrigado pela troca de experiências.

Kylia: Minha mais nova amiga! Obrigado pela força e pelo apoio, e obrigado por me aturar até as 5 da manhã! Desculpa se eu atrapalhei seu sono!

Publicado anteriormente em 01 de janeiro de 2005. Alguns comentários foram copiados.

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