24
de
fevereiro
Espinhos
E uma lágrima nasceu
Ao descobrir que meu amor
Não foi capaz de conquistar o teu
E a lágrima escorreu
Ao perceber que meu coração
Não foi capaz de esquecer o teu
E qual coração não choraria
Quando um sonho se desfaz?
E qual sonho resistiria
Se o amor não foi capaz?
E qual amor se esqueceria
De alguém que o complete?
E que alguém completaria
O coração que essas lágrimas converte?
As lágrimas são feitas dos sonhos desfeitos
Da angustia e da dor guardadas no peito
Este poema é uma espécie de continuação do anterior, um reforço, escrito alguns meses depois, quando pude mais uma vez sentir cada um dos gestos singelos, mas que para mim são mais do que importantes. Infelizmente, pode ter sido a ultima vez, não eram esses os meus planos, mas eu já deveria esperar, porque essa é minha sina, morrer sozinho, sem sentir o amor que eu tento dar retornar.
O que mais doi é novamente ter meus sentimentos rejeitados, a dor é tão grande que consome, e aos poucos me leva, seria um gesto mais nobre e de compaixão, se levasse de uma vez, porque eu já cansei de sofrer, A mim não resta mais nada, esperança, sonhos, perspectivas e até a fé, tudo me foi tirado, mais uma vez…
Te agradeço pelos momentos que passamos juntos, me lembro de cada um deles, cada detalhe, cada dia, todas as datas, pequenos lampejos de uma felicidade que eu queria que fosse eterna, e quero que saibas que tenho grande carinho e respeito por você.
Se te fiz algum mal, de alguma forma te magoei, peço perdão, não quero morrer com essa culpa no meu coração.
Torço pra que pelo menos vc seja feliz, já que pra mim felicidade agora é uma utopia
Acho que uma parte do Liam poeta morreu, e se a outra parte conseguir resistir, talvez eu volte a atualizar essa pagina.
Publicado anteriormente em 04 de janeiro de 2006. Alguns comentários também foram copiados.
Publicado anteriormente em 27 de outubro de 2005. Alguns comentários também foram copiados.
Solidão
Trocamos olhares
E outros olhares também foram trocados
E mais uma vez
Apenas o meu olhar se perdeu
Em direção ao horizonte.
Então ela apareceu
E com um beijo amargo
Saudou-me, dizendo seu nome
Eu sou a solidão
E mais uma vez
Por hora serei sua companheira
Por hora talvez
E talvez pela vida inteira.
Um outro olhar foi lançado
E só viu outros olhares sendo trocados
E mais uma vez
Apenas o meu olhar se perdeu.
E mais um beijo amargo foi dado
Por minha fiel companheira
Por hora talvez
E talvez pela vida inteira
A solidão…
Depois de passar a noite inteira acordado, e parte dela chorando, quando o Sol começou a nascer, 5:48 da manhã deste dia 08 de outubro, eu escrevi esses versos. É o que eu sinto agora, e gostaria de não sentir. Pela ordem natural, não deveria ser este poema postado agora, e nem eu planejava postar um antes do dia 12, mas enfim, quando o dia 12 passar, eu coloco o poema que vinha guardando, ou escondendo, e agora decidi revelar, poema que deveria estar no lugar deste.
Sem mais comentários…
Publicado anteriormente em 08 de outubro de 2005. Alguns comentários também foram copiados.
Saudade
Dia após dia a tristeza se aninha em meu peito
Noite após noite a saudade me atormenta quando deito
E quando a esperança me sorri
Logo em seguida vira as costas
Dando lugar a angústia crescente
Que rouba o brilho de meus olhos
Dia após dia a tristeza se aninha em meu peito
Noite após noite a saudade me atormenta quando deito
E a lembrança de seu sorriso
Meu conforto em horas tristes
A cada dia mais dispersa
Pela distância dos dias que se passam
Dia após dia a tristeza se aninha em meu peito
Noite após noite a saudade me atormenta quando deito
Porque um momento de felicidade custa tanto e é tão difícil conseguir?
Onde que a alegria dessa vida se escondeu?
Publicado anteriormente em 21 de agosto de 2005. Alguns comentários também foram copiados.
Apenas um sonho
(A menina e o jardim)
Na escuridão da noite
Imaginamos a beleza do jardim
Pelo perfume das flores
E pelas formas reveladas ao luar.
E em uma noite de março
Um anjo sorriu para mim
Me levando pelo braço
Mostrou-me um lindo jardim.
Da mais sincera beleza
Do mais puro perfume
E como um botão de rosa
Seu sorriso se abriu.
Mostrando a luz de um novo dia
Primavera antecipada
E o sonho que eu sonhava
Mais perto de ser real.
E pela beleza das flores
E pelo perfume no ar
Eu cuidei do jardim
E continuei a sonhar.
Com a flor de pétalas macias
Com o anjo de sorriso sem par
Com o perfume de encanto e magia
Com a menina das lágrimas de luar.
Mais um poema feito para alguém especial, eu alterei o título, acho que este faz mais sentido, mas mantive o título anterior, uma vez que quando entreguei o poema a quem de direito, era assim que o poema estava entitulado.
A vida nem sempre segue o curso que a gente gostaria que seguisse, e muitas vezes temos que calar o coração, para que se alguém tiver que sofrer, que esse alguém seja nós mesmos, e não quem amamos. Podemos lutar contra tudo e todos, menos contra os sentimentos alheios, se estes não forem compatíveis com os nossos…nesse caso só nos resta aceitar nossa propria sorte, ou falta de dela, e esperar pela…
Que ela não tarde, já que acredito ter feito tudo que tinha a fazer e já plantei a semente nos corações das pessoas que não gostaria que me esquecessem.
Poucas pessoas vão ler, e menos ainda vão entender, realmente não dá pra entender o que passa no coração de alguém, o que alguém sente, se nós não sentirmos também, e não quero que ninguém sinta isso, nem tente entender.
Falei demais…bom ainda tenho algumas coisas pra postar aqui, então isso não é uma despedida, embora possa parecer…se fosse seria comovente…queria não escrever essas coisas.
Publicado anteriormente em 23 de julho de 2005. Alguns comentários também foram copiados.