In Memoriam

Agora o brilho nos meus olhos é de uma Lágrima, não mais uma Lágrima da Lua, mas uma lágrima de tristeza…

24

de
fevereiro

Espinhos

Espinhos
 
O amor que brota entre os espinhos
Só cresce alimentado pelo sangue dos feridos
E quando não houver mais a quem ferir
Os próprios sentimentos serão consumidos

 

Espinhos que sufocam e fazem esmorecer
Não podem nutrir um sentimento sincero
O sentimento precisa ser livre para crescer
O coração precisa ser livre para sentir

   

 Se os espinhos não valem mais do que a flor
Porque a maldade tem de ter maior valor?
O que pode curar o coração ferido
Quem pode recuperar o tempo perdido?

 

 O que faz um sentimento puro ser menos digno
Para que um espinho o condene a ser esquecido?
Onde espinhos não deixam crescer a flor
A maldade prevalece sobre o amor

 

 
 
Quem conhece a história pode achar que é sobre mim o poema, mas na verdade é um poema sobre o futuro, da forma como pode ficar se nada for feito a respeito.
Eu sei que um simples poema não pode mudar o futuro, no máximo ele consegue trazer um pouco mais de beleza ao presente, não que seja esta a intenção, nem que seja este o poema, mas palavras tem o poder de fazer pensar, e isso já basta para se evitar o buraco negro para o qual tudo pode caminhar.
Arquivado em: Poesias I Comentários (1)

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://inmemoriam.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.