In Memoriam

Agora o brilho nos meus olhos é de uma Lágrima, não mais uma Lágrima da Lua, mas uma lágrima de tristeza…

16

de
fevereiro

Acalanto

 

Acalanto

 Por vezes a vida parece ir contra o coração
E o desânimo toma conta da alma
Cada minuto passado torna presente e mais próximo
O fim que é quase certo (e esperado)

  O espírito cansado, a cada momento tenta se entregar
E o corpo dividido não encontra forças para lutar
Pensamentos invadem mente e coração
Sentimentos se espalham pelo vazio do peito

  Mas ao ver que ainda há quem seja feliz
Meus olhos úmidos voltam a brilhar
Na esperança de um dia também
Eles conhecerem tamanho contentamento

Então, mais uma noite vem curar as feridas
E novamente abrandar o coração
E os raios do próximo alvorecer
Vem jogar as sombras do que ficou para traz

Um poema que foi feito em duas etapas, duas épocas diferentes, e claramente dividido. As duas primeiras estrofes ficaram esquecidas por muito tempo, e agora resolvi completar. Muito embora as coisas não tenham mudado muito de lá pra cá, um sentimento diferente tem me acompanhado nos "últimos" dias, e talvez por isso as duas últimas estrofes tenham uma característica diferente das duas primeiras.
Não sei quando nem se vou poder colocar outro poema aqui, então gostaria de agradecer a todos que leram e a quem comentou, principalmente aquelas pessoas que tem feito uma diferença enorme na minha vida, amigos que mesmo distatantes, e mesmo que não tenhamos nos conhecido pessoalmente, não vou citar nomes, mas vocês sabem quem são, tornaram-se tão importantes quanto aqueles que me viram crescer. Adoro todas vocês, um beijo no coração de cada uma!

Publicado anteriormente em   04 de maio de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

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16

de
fevereiro

Jardim de sonhos

 

Jardim de sonhos

Eu plantei as sementes
Porque sonhei com o jardim
Com as rosas, orquídeas e jasmins
E eu sonhei com você

 Eu reguei os brotos
Porque eu sonhei com a sombra fresca
Em um dia de verão
E sonhei contigo a meu lado

Eu cuidei das flores
Porque sonhei com o perfume
Sonhei em entregá-las a você
E sonhei com seu sorriso

Eu sonhei com os pássaros
E com crianças ao redor
Sonhei com a noite
E o brilho da lua em seus olhos

  Eu sonhei colher os frutos
Em uma manhã de outono
Sonhei encontrar a felicidade
No doce sabor do seu beijo

E eu desejei sonhar eternamente…
Mas o vento soprou as folhas
Os pássaros comeram as sementes
E as flores murcharam ao Sol

  E tudo não passou de um sonho
Do qual agora desperto
Sem você pra sonhar ao meu lado
Meu jardim virou deserto…

Fazia algum tempo que não escrevia nada, e fui deitar com parte dos versos na cabeça, outra parte surgiu quando acordei, então sentei e escrevi tudo, antes que me esquecesse, como geralmente acontece, e saiu isso. As vezes a gente se apega em sonhos, e deles constroí castelos, ou jardins, e as vezes não dá em nada, mas mesmo assim, apesar de tudo, é bom sonhar, enquanto houver sonho, há a chance de realizá-los!
Valeu pelo record de comentários do último post!

Publicado anteriormente em 06 de março de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

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12

de
fevereiro

Fim da primeira fase

 

Os 3 primeiros poemas foram escritos há muito tempo, e publicados depois que eu criei meu primeiro blog, que por motivos que ainda não conheço, será deletado junto com todo o conteúdo do meu disco virtual, assim que a AOL, provedor que eu utilizava, encerrar suas atividades com Banda Larga no Brasil.

Os demais poemas, são de um período em que eu estava sobre o efeito de um amor, e sofrendo as conseqüencias de não ser correspondido. Esse período se encerra com  "Esquecimento", quando todas as esperanças caíram por terra, e por fim coloco " Sentimentos" o poema que havia escrito para a pessoa a quem pertencia meu coração, com ele termina minha primeira fase poética.

Arquivado em: Textos I Comentários (2)

12

de
fevereiro

Sentimentos

 

Sentimentos

Nas profundezas da minha alma
Repousa um raio de luz
Reflexo de um sorriso seu
Que um dia se abriu para mim

  Iluminando o íntimo do meu ser
Com um jogo de luz e sombra
Acaba por revelar os sentimentos
Que por medo eu tentei esconder

E já não podendo guardá-los comigo
Por tornarem-se mais fortes do que eu
Com o coração aberto e esperançoso
Eu os entrego a você

  E com as mãos tremulas
Escrevo o que meus lábios custaram a falar
Meus olhos brilham, por não conterem a alegria
De dividir contigo meu mais precioso bem

E contemplando o horizonte
E os sonhos que o amor fez nascer
Da quietude de seus lábios
Aguardo um novo amanhecer…

 

Meu poema perdido, nascido do mais belo sentimento, que agora é condenado a permanecer em silêncio em meu peito, se perdeu sem contudo realizar seu propósito, sem sequer ter sido lido ou proclamado, e agora, assim como eu, vive em vão. Basicamente com o poema eu quiz dizer o quanto amava, e o quanto esse sentimento era sincero, embora eu não soubesse exatamente como demonstrar, o que gerou incertezas, que gostaria de ter tido oportunidade de esclarecer, e que esperaria o tempo que fosse, até que as idéias estivessem todas no lugar…"um novo amanhecer". Mas agora já não há mais sentido, o dia não vai nascer, não há mais raio de luz, apenas a escuridão da noite e as sombras pálidas da luz do luar em meu coração.

Publicado anteriormente em 30 de janeiro de 2005. Alguns comentários foram copiados.

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12

de
fevereiro

Esquecimento

 

Esquecimento

Em meu quarto escuro
Sobre meu leito eterno
Coberto pela mortalha do esquecimento
Agora repouso pelo fim dos tempos

 E no silêncio da minha morada
Me vejo esquecido e solitário
Abandonado como por toda a vida
Sem flores pela minha memória

  Nenhum coração bateu junto ao meu
Nenhum anjo veio consolar a minha dor
Nenhuma lágrima caiu por saudades
Nenhum pensamento me faz reviver

  E em meu quarto escuro
No mais absoluto silêncio
Apenas ouço meus pensamentos
Enquanto aguardo a sua lembrança

Esses versos estavam esritos desde a noite de Natal, mas  eu não  quis publicar, porque meus sentimentos haviam mudado, então eu os esqueci em uma gaveta qualquer. Outros versos foram compostos, e deveriam estar no lugar deste, mas como sou inconstante, mudei novamente meu espírito, e esse tornou a fazer sentido, ganhando a vez. Espero também sentir vontade, em breve, de publicar o outro. 

 

Publicado anteriormente em 23 de janeiro de 2005. Alguns comentários foram copiados.

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12

de
fevereiro

Entre nós, o silêncio

 

Entre nós, o silêncio

  Entre nós, o silêncio
Que palavras anteriores fizeram nascer
Silêncio constrangedor
Que revela muito do que realmente sou

  Em meus lábios, morre um sorriso
Vítima da esperança que se foi
Em meus olhos, desperta uma lágrima
Fruto da tristeza que meu peito abriga

  Em meu coração, guardo a lembrança
Dos momentos um dia compartilhados
E minha alma reflete a saudade
Daquilo que nunca me foi dado

Entre nós, pensamentos confusos
Tentam encontrar sua vez
Entre nós, profundo silêncio
Que sem dizer nada, tudo diz.

 

Não vou fazer comentários sobre este poema, mas gostaria de aproveitar o primeiro post do ano para agradecer algumas pessoas que se fizeram importantes na minha vida…

Ieda
: Você não sabe o quanto foi e é importante pra mim, te adoro, de verdade…

Jade: Muito obrigado mesmo por tentar de todas as formas me animar, desculpa não ter colaborado muito, mas você ajudou bastante.

Cranmarry: Foi assim que eu te conheci! Valeu pelos conselhos psicológicos.

Louise: Obrigado por sempre me ouvir e me dar forças, sua amizade tem valor incomensurável!

Mari: Você foi muito importante nesse meu período pra baixo, obrigado pela força e incentivo, e pelos conselhos e por tudo que fez por mim.

Gaby: Eu já disse o que eu penso de você, continua fazendo sorrisos se abrirem, mesmo a distância…e pensar que você foi minha primeira amiga "virtual", mas agora, como todos os outros, é amiga de verdade, te adoro.

Mônica: Seu jeito divertido de lidar com os problemas me animou um pouco, valeu mesmo…eu vou te dar um palhaço triste, só te peço um tempinho, até eu me animar a fazer!

Suellen Fernanda: Você não deve ter entendido nada, mas ajudou bastante…a além do mais, devo a você existência desse blog!

Nanda: Minha poeta preferida! Chegou do nada, mas ajudou bastante, obrigado pela troca de experiências.

Kylia: Minha mais nova amiga! Obrigado pela força e pelo apoio, e obrigado por me aturar até as 5 da manhã! Desculpa se eu atrapalhei seu sono!

Publicado anteriormente em 01 de janeiro de 2005. Alguns comentários foram copiados.

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12

de
fevereiro

Pássaro solitário

 

Pássaro solitário

Manhã de  primavera
O perfume das flores
Em um lindo jardim
Um pássaro solitário

  Eu o ouço cantar
Eu quase posso sentir a sua dor…

  No alto das árvores
Galhos retorcidos
Um ninho vazio
Um lamento

  Eu posso ouvir o seu lamento
Eu quase posso sentir o seu sofrer…

Eu o posso ver sozinho
Em meio a tantos outros pássaros
Eu o posso ver procurar
Pelo que parece não existir

Eu já não o ouço cantar
Já não escuto seu lamento
Mas compartilho o seu penar…

Pra variar ontem fui dormir tarde, me sentindo estranho, e quase pela manhã acordei com o barulho da chuva forte, e talvez influênciado pela música de Lacrimas Profundere, que tenho ouvido nos últimos dias, ou por qualquer outra coisa que desconheço (talvez conheça, mas prefiro me enganar) escrevi algumas idéias em um pedaço de papel, e mais tarde no serviço, organizei essas ideias, e saiu essa poesia. Por ela dá pra perceber o quanto estava me sentindo estranho quando me deitei…

Publicado anteriormente em 17 de dezembro de 2004

Arquivado em: Poesias I Comentários (5)

12

de
fevereiro

Tudo o que eu tenho

 

Tudo o que eu tenho

  Tudo o que eu tenho é um coração amargurado
Cansado de bater sozinho
Incapaz de dizer o que sentiu ou sente
Incapaz de sentir novamente

  Tudo o que eu tenho são sonhos
Distantes da realidade
Tudo o que eu tenho é o vazio
Tudo o que eu tenho é a saudade

  Tudo o que eu tenho são as marcas
Das feridas que a vida abriu
Tudo o que eu tenho é a esperança
Tudo o que eu tenho é a vontade

Tudo o que eu tenho é a distância
Que encheu meu peito de ilusão
E tudo o que eu tenho é a certeza
Que se não tiver você, não tenho nada.

 

As duas primeiras estrofes foram escritas há muito tempo, não lembro quando, agora eu terminei. Estranho perceber que de lá pra cá, eu continuo sentindo a mesma coisa, geralmente muda um pouco, mas desta vez não…

Publicado anteriormente em 14 de novembro de 2004. Alguns comentários foram copiados.

Arquivado em: Poesias I Comentários (1)

12

de
fevereiro

Fantasma

 

Fantasma

   Quando você se foi, levando a esperança
Eu fiquei sozinho
Em seu lugar, nos meus sonhos
Apenas um fantasma,
Alguém sem rosto, alguém sem forma
Alguém que me trata com o mesmo carinho
Que um dia devotei a você
E que recebe de mim o amor que deveria ser seu
Sentimentos demais para guardar no peito
Sentimentos demais para soltar ao vento
Com um destino tão incerto quanto o meu
E nesse mundo ilusório eu me apego
Aguardando que a esperança retorne
E traga consigo alguém
Que seja capaz de espantar o fantasma
E novamente dar forma aos meus sentimentos.

Publicado anteriormente em 24 de outubro de 2004. Alguns comentários foram copiados

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12

de
fevereiro

Pensando em você

 

Pensando em você

Já não sinto meu coração bater
Mas sei que por toda vida ele bateu por você
Já não sinto a dor de uma saudade
Pois sei que de agora em diante estarei sempre a seu lado

  Em teus olhos, conheci o amor
Mas você desviou seu olhar em outra direção
Não desperdicei meus sentimentos
Eles continuam guardados em meu coração

  Meu amor me consumiu por inteiro
Até a última gota de esperança
Solidão, velha amiga, me acompanha à eternidade
Sem mais sonhos para sonhar

  Já não sei dizer o que sinto
Mas sinto por mim
Agora é tarde pra dizer o que nunca foi dito
Onde quer que eu esteja, estarei pensando em você

Publicado anteriormente em 10 de outubro de 2004.

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