16
de
fevereiro
Acalanto
Acalanto
Por vezes a vida parece ir contra o coração
E o desânimo toma conta da alma
Cada minuto passado torna presente e mais próximo
O fim que é quase certo (e esperado)
O espírito cansado, a cada momento tenta se entregar
E o corpo dividido não encontra forças para lutar
Pensamentos invadem mente e coração
Sentimentos se espalham pelo vazio do peito
Mas ao ver que ainda há quem seja feliz
Meus olhos úmidos voltam a brilhar
Na esperança de um dia também
Eles conhecerem tamanho contentamento
Então, mais uma noite vem curar as feridas
E novamente abrandar o coração
E os raios do próximo alvorecer
Vem jogar as sombras do que ficou para traz
Um poema que foi feito em duas etapas, duas épocas diferentes, e claramente dividido. As duas primeiras estrofes ficaram esquecidas por muito tempo, e agora resolvi completar. Muito embora as coisas não tenham mudado muito de lá pra cá, um sentimento diferente tem me acompanhado nos "últimos" dias, e talvez por isso as duas últimas estrofes tenham uma característica diferente das duas primeiras.
Não sei quando nem se vou poder colocar outro poema aqui, então gostaria de agradecer a todos que leram e a quem comentou, principalmente aquelas pessoas que tem feito uma diferença enorme na minha vida, amigos que mesmo distatantes, e mesmo que não tenhamos nos conhecido pessoalmente, não vou citar nomes, mas vocês sabem quem são, tornaram-se tão importantes quanto aqueles que me viram crescer. Adoro todas vocês, um beijo no coração de cada uma!
Publicado anteriormente em 04 de maio de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

