In Memoriam

Agora o brilho nos meus olhos é de uma Lágrima, não mais uma Lágrima da Lua, mas uma lágrima de tristeza…

26

de
fevereiro

Dizer que te amo

  
Dizer que te amo
 
Mais uma vez eu pude te abraçar
E sentir um abraço seu
Mais uma vez pude olhar em seus olhos
E pude ver refletido neles o brilho dos meus
 
Mais uma vez senti sua mão em meu rosto tocar
Com o mesmo carinho que tenho por ti
Mais uma vez a vontade de sorrir
E um sorriso em seus lábios eu também vi
 
E mais uma vez eu vivi um sonho
Que há tempos eu sonhava acordado
E agora a única certeza que tenho
É que só mais uma vez é  pouco
 
Quero mais uma vez de você um abraço
E quero que o "mais uma vez" seja eterno
Quero de seu sorriso não só o esboço
Mas o reflexo de sua alma nele desenhado
 
Quero as estrelas que brilham em seu olhar
Me iluminando agora e por todo o sempre
Meu maior sonho em realidade transformar
E a cada dia dizer que te amo.
 

Este poema é uma espécie de continuação do anterior, um reforço, escrito alguns meses depois, quando pude mais uma vez sentir cada um dos gestos singelos, mas que para mim são mais do que importantes. Infelizmente, pode ter sido a ultima vez, não eram esses os meus planos, mas eu já deveria esperar, porque essa é minha sina, morrer sozinho, sem sentir o amor que eu tento dar retornar.

O que mais doi é novamente ter meus sentimentos rejeitados, a dor é tão grande que consome, e aos poucos me leva, seria um gesto mais nobre e de compaixão, se levasse de uma vez, porque eu já cansei de sofrer, A mim não resta mais nada, esperança, sonhos, perspectivas e até a fé, tudo me foi tirado, mais uma vez…

Te agradeço pelos momentos que passamos juntos, me lembro de cada um deles, cada detalhe, cada dia, todas as datas, pequenos lampejos de uma felicidade que eu queria que fosse eterna, e quero que saibas que tenho grande carinho e respeito por você.

Se te fiz algum mal, de alguma forma te magoei, peço perdão, não quero morrer com essa culpa no meu coração.

Torço pra que pelo menos vc seja feliz, já que pra mim felicidade agora é uma utopia
Acho que uma parte do Liam poeta morreu, e se a outra parte conseguir resistir, talvez eu volte a atualizar essa pagina.

Publicado anteriormente em 04 de janeiro de 2006. Alguns comentários também foram copiados.

Arquivado em: Poesias I Comentários (3)

26

de
fevereiro

Queria mais uma vez

 
Queria mais uma vez
 
Queria mais uma vez poder te abraçar
E mais uma vez me sentir abraçado
Sentir teu coração bater junto ao meu
Os dois corações no mesmo compasso
 
Queria mais uma vez olhar em seus olhos
E mais uma vez ter seus olhos olhando os meus
Os dois olhares voltados na mesma direção
Olhando com os olhos do coração
 
Queria mais uma vez sentir sua mão em meu rosto
E mais uma vez segura-la entre as minhas
Poder caminhar lado a lado, de mãos dadas
Buscando encontrar a felicidade
 
Queria mais uma vez poder sorrir
E mais uma vez ganhar o seu sorriso
Trazer para junto de mim o brilho de sua alma
E assim iluminar a minha
 
Queria mais uma vez voltar a sonhar
E ter você sonhando comigo
Esquecer que já existiu um passado
Viver o presente ao teu lado
 
Este era o poema que há muito estava escondendo, e há muito queria revelar, mas dependia que outras coisas acontecessem antes, e agora que aconteceram já não há mais porque esconde-lo. Também não preciso dizer que foi feito para alguém, como todos os ultimos também foram, este porém é bem mais claro. Por ultimo gostaria de dizer àquela que me inspira, minha querida Lágrima da Lua, que o que eu sinto e tentei passar com este e com os outros poemas é sincero, e se não disse o que sentia antes, era por medo de perder o que mais estimo nessa vida, você…

Publicado anteriormente em 27 de outubro de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

Arquivado em: Poesias I Comentários (2)

26

de
fevereiro

Solidão

Solidão

Trocamos olhares
E outros olhares também foram trocados
E mais uma vez
Apenas o meu olhar se perdeu
Em direção ao horizonte.
Então ela apareceu
E com um beijo amargo
Saudou-me, dizendo seu nome
Eu sou a solidão
E mais uma vez
Por hora serei sua companheira
Por hora talvez
E talvez pela vida inteira.
Um outro olhar foi lançado
E só viu outros olhares sendo trocados
E mais uma vez
Apenas o meu olhar se perdeu.
E mais um beijo amargo foi dado
Por minha fiel companheira
Por hora talvez
E talvez pela vida inteira
A solidão…

Depois de passar a noite inteira acordado, e parte dela chorando, quando o Sol começou a nascer, 5:48 da manhã deste dia 08 de outubro, eu escrevi esses versos. É o que eu sinto agora, e gostaria de não sentir. Pela ordem natural, não deveria ser este poema postado agora, e nem eu planejava postar um antes do dia 12, mas enfim, quando o dia 12 passar, eu coloco o poema que vinha guardando, ou escondendo, e agora decidi revelar, poema que deveria estar no lugar deste.
Sem mais comentários…

Publicado anteriormente em 08 de outubro de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

Arquivado em: Poesias I Comentários (2)

19

de
fevereiro

A flor que traz a primavera

  
A flor que traz a primavera
 
A brisa de inverno que derruba minhas folhas
Agora toca o véu castanho de seus cabelos
Meus galhos retorcidos dão abrigo aos pássaros
Que em coro cantam pela chegada da Primavera
 
Os sentimentos transformados em palavras
Junto com minhas folhas, eu os lancei ao ar
Para que a brisa os levasse até seus ouvidos
E em seu coração eles pudessem morar
 
E novamente vem chegando a Primavera
Mais uma vez desabrocha a Flor do Luar
A brisa volta, trazendo-me o perfume
Para que eu contemple a beleza sem par
 
A noite calma, aos poucos começa a cair
Estrelas disputam com seus olhos o maior brilho
Mas seus olhos vencem, sem nenhum esforço
Pois o brilho das estrelas não me faz sorrir
   
E agora a Lua ilumina meus galhos
E manda o sereno para me consolar
Até que cheguem os primeiros raios da aurora
E com eles, a esperança de continuar…
 
 
Não vou fazer comentários…
Feliz Aniversário Lágrimas da Lua!! A flor que nasceu antes da Primavera!
 
Publicado anteriormente em 21 de setembro de 2005. Alguns coentários também foram copiados.
Arquivado em: Poesias I Comentários (3)

19

de
fevereiro

Saudade

 

Saudade

Dia após dia a tristeza se aninha em meu peito
Noite após noite a saudade me atormenta quando deito

E quando a esperança me sorri
Logo em seguida vira as costas
Dando lugar a angústia crescente
Que rouba o brilho de meus olhos

Dia após dia a tristeza se aninha em meu peito
Noite após noite a saudade me atormenta quando deito

E a lembrança de seu sorriso
Meu conforto em horas tristes
A cada dia mais dispersa
Pela distância dos dias que se passam

Dia após dia a tristeza se aninha em meu peito
Noite após noite a saudade me atormenta quando deito

Porque um momento de felicidade custa tanto e é tão difícil conseguir?
Onde que a alegria dessa vida se escondeu?

Publicado anteriormente em 21 de agosto de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

Arquivado em: Poesias I Comentários (3)

19

de
fevereiro

Apenas um sonho

 

Apenas um sonho

(A menina e o jardim)

Na escuridão da noite
Imaginamos a beleza do jardim
Pelo perfume das flores
E pelas formas reveladas ao luar.
E em uma noite de março
Um anjo sorriu para mim
Me levando pelo braço
Mostrou-me um lindo jardim.

Da mais sincera beleza
Do mais puro perfume
E como um botão de rosa
Seu sorriso se abriu.
Mostrando a luz de um novo dia
Primavera antecipada
E o sonho que eu sonhava
Mais perto de ser real.

E pela beleza das flores
E pelo perfume no ar
Eu cuidei do jardim
E continuei a sonhar.
Com a flor de pétalas macias
Com o anjo de sorriso sem par
Com o perfume de encanto e magia
Com a menina das lágrimas de luar.

Mais um poema  feito para alguém especial, eu alterei o título, acho que este faz mais sentido, mas mantive o título anterior, uma vez que quando entreguei o poema a quem de direito, era assim que o poema estava entitulado.
A vida nem sempre segue o curso que a gente gostaria que seguisse, e muitas vezes temos que calar o coração, para que se alguém tiver que sofrer, que esse alguém seja nós mesmos, e não quem amamos. Podemos lutar contra tudo e todos, menos contra os sentimentos alheios, se estes não forem compatíveis com os nossos…nesse caso só nos resta aceitar nossa propria sorte, ou falta de dela, e esperar pela…
Que ela não tarde, já que acredito ter feito tudo que tinha a fazer e já plantei a semente nos corações das pessoas que não gostaria que me esquecessem.
Poucas pessoas vão ler, e menos ainda vão entender, realmente não dá pra entender o que passa no coração de alguém, o que alguém sente, se nós não sentirmos também, e não quero que ninguém sinta isso, nem tente entender.
Falei demais…bom ainda tenho algumas coisas pra postar aqui, então isso não é uma despedida, embora possa parecer…se fosse seria comovente…queria não escrever essas coisas.

Publicado anteriormente em 23 de julho de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

Arquivado em: Poesias I Comentários (3)

19

de
fevereiro

Noites sem luar

 

Noites sem luar

Tristes são as noites sem Luar
Quando até os sonhos adormecem
A esperança luta por manter o seu lugar
Enquanto a ausência e a saudade crescem.

Tristes são os dias sem você
Em que as horas demoram a passar
E o pensamento resgata uma lembrança
De um momento que não devia acabar.

Triste é quando você está ausente
E a angústia vem e me consome
Um anjo desenha seu rosto em minha mente
Enquanto outro sussura o seu nome.

Triste é a saudade que perdura
Quando o brilho do seu sorriso esmorece
Me deixando perdido na noite escura
Sem a luz da Lua, ternura que me aquece.

Triste são as noites sem Luar
Quando as horas demoram a passar
Quando o brilho do seu sorriso esmorece
Levando a luz que a meu peito aquece.

Mais um poema inspirado e dedicado à pessoa especial que tem  me feito ver a vida com outros olhos, iluminado pelo brilho do luar. Esse parece mais triste que o outro, mas não é triste, pelo menos não estava triste quando escrevi, apenas com o coração apertado. Falo apenas de sentimentos que invadem o coração de qualquer pessoa quando as circunstâncias nos afastam de quem nos é especial.

Publicado anteriormente em 03 de julho de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

Arquivado em: Poesias I Comentários (2)

19

de
fevereiro

Lágrimas da lua

 

Lágrimas da lua

Ouça a chuva lá fora
São as Lágrimas da Lua
Que triste agora chora
Por ter a beleza ofuscada pela tua.

Ouça o vento na janela
É um suspiro que ela solta
Consolada por uma estrela
Que como você, brilha a sua volta.

Ouça os pingos no telhado
É um pedido de atenção
De quem há muito tem estado
Seguindo a vida sem razão.

Ouça a melodia da Aurora
São os pássaros que estão cantando
Sinal de que a Lua já foi embora
E pra você, um novo dia vem chegando.

Veja o orvalho no jardim
Foram as Lágrimas do Luar
Trazidas para perto de mim
Para que nas flores, estrelas pudessem brilhar.

Oh Lua, quem me dera ter suas Lágrimas
Sem te fazer chorar
Quem me dera seu choro fosse só de alegria
E sua alegria pudesse me abraçar.

Quem me dera ter suas Lágrimas
Sem te fazer sofrer
Pois suas Lágrimas tornaram-se um encanto
E teu encanto consegue me envolver.

Este é o poema que eu mais gostei de ter feito, pois foi feito com carinho para alguém especial, inspirado não em momentos ou sentimentos tristes como os outros, mas em momentos e sentimentos alegres proporcionados por um desses espíritos elevados que um dia cruzam nosso caminho, alguém de coração puro como o de uma criança, mas que luta como um guerreiro.
Provavelmente muitos não vão entender os versos, porque nesse caso as palávras querem dizer muito mais do que aparentam dizer, e talvez eu tivesse que ceder meu lugar para que vocês tivessem o meu ponto de vista, mas enfim, é bom saber que existe inspiração em outras fontes que não as que eu costumava beber!

Publicado anteriormente em 07 de junho de 2005. Alguns comentários também foram copiados.

Arquivado em: Poesias I Comentários (2)

16

de
fevereiro

Fim de uma fase intermediária

 

Os três ultimos poemas são de uma fase intermediária, entre o momento em que o mundo caiu e o momento em que um novo amanhecer despertou no horizonte. Entre a visão dos sonhos desfeitos em "Jardim dos Sonhos", passando por uma esperança que começa a surgir em "Acalanto" e terminando em uma certeza ainda tímida em "Entre a Tristeza e a Alegria" acompanhada pelo medo de cometer os mesmos erros, pelo medo de que o passado torne a se repetir, pelo medo que nos deixa inseguros e divididos entre a tristeza e a alegria, mesmo sabendo o caminho para a felicidade, medo que muitas vezes nos faz perder oportunidades, mas que também evitaria muita dor, se o tivessemos levado a serio, mas como saber como tudo vai terminar? Como saber se devemos ou não ignorar nossos medos? Como saber se eles tem ou não fundamento? Essa incerteza nos divide entre a tristeza e a alegria, e tomada a decisão, devemos ser cientes das consequencias, sejam boas ou ruins, infelizmente no meu caso, não foram como eu gostaria que fossem.

Com esses 3 poemas começa e termina uma fase de transição.

Arquivado em: Textos I Comentários (0)

16

de
fevereiro

Entre a tristeza e a alegria

 

Entre a tristeza e a alegria

  Entre a tristeza e a alegria
Apenas uma linha
Frágil como uma criança
Dois mundos opostos
Distantes a medida de seu sorriso

Entre a tristeza e a alegria
Apenas a escuridão
Onde a qualquer momento temo me perder
Vagando sem destino
Buscando o aconchego dos seus braços

  Entre a tristeza e a alegria
Apenas a saudade
Que teima invadir meu coração
Nele gravando a lembrança
De um breve momento a seu lado

  Entre a tristeza e a alegria
Apenas o medo
Que os mesmos erros sejam cometidos
O presente e o passado
Caminhando lado a lado

  Entre a tristeza e a alegria
Apenas o coração
Onde dois sentimentos tornam-se únicos
E entre a tristeza e a alegria
Indeciso eu me coloco

Dois sentimentos completamente opostos, mas que estão tão próximos que um simples fato pode levar de um extremo ao outro.
Sempre achei mais comum, a ponto de me acostumar com a idéia, pender para o lado da tristeza, não por vontade própria, mas por questões e motivos que a vida impõe, e agora, como por milagre ou sonho, eu experimento o outro lado, graças a um gesto simples que talvez para outras pessoas não tenha a grande importância que teve e tem para mim. Não sei por quanto tempo vai fazer efeito, nem se existe algum efeito colateral, só sei que é bom poder sentir isso, é bom poder curtir esse momento tão raro.

Publicado anteriormente em 19 de maio de 2005.

Arquivado em: Poesias I Comentários (0)
Posts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://inmemoriam.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.